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Paródia a Camões
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
Por estes vos darei um Claudio fero
Que fez a Peramanca tal serviço,
Um fulano Coutinho, que de mero
A borracha para elle só cubiço.
Pois pelos doze Pares dar-vos quero
Uns doze que sobre um pobre chouriço
Entornaram tão rijo que de cama
Um monte lhes serviu d'esterco e lama.
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Mas um que a esta gente sustentava
Qual o fervente mosto em talha escura
Estas cousas se movem em uma cêa
Sustentava contra elle o Catigela
Vê que de Evora teve sogigado
A bebados ouvira que viria
Taes palavras Francisco assi dizia
E porque, como ouvistes, tem passados
Promettido lhe tem Baccho o governo
Agora vêdes bem que vem bebendo
Deixo, bebados, toda a fama antiga
Já lhe foi, bem o vistes, concedido
Moradores de donde antigamente
Em lagariças, dornas assentados
Stava Francisco alli sublime e dino
Deixam dos sótãos frios o aposento
Quando Francisco, bebado espantoso
Já de lá d'Alcochete caminhavam
Mas em quanto com novo não me alento
De Castella se veem n'essa morada
Mas em quanto com novo não me alento
Em vós os olhos tem o Mouro frio
Em quanto a estes canto, e a vós não posso
Nem deixarão meus versos esquecidos
E se a troco de Nun'alvres e Barbança
Por estes vos darei um Claudio fero
Ouvi, que não vereis com vãs façanhas
Então vereis se sois bem conhecido
Inclinae por um pouco a magestade
Vós, alto taverneiro, cujo imperio
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