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Paródia a Camões
quinta-feira, 1 de novembro de 2007
Vós, alto taverneiro, cujo imperio
O bebado em se erguendo vê primeiro,
Ou beba n'este nosso hemisferio,
Ou beba lá n'esse outro derradeiro:
E nem por isso sente vituperio
O fidalgo, o estudante, o cavalleiro,
Antes o Turco, o Mouro, e o Gentio
Lhes pêza não beber do vosso rio.
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Mas um que a esta gente sustentava
Qual o fervente mosto em talha escura
Estas cousas se movem em uma cêa
Sustentava contra elle o Catigela
Vê que de Evora teve sogigado
A bebados ouvira que viria
Taes palavras Francisco assi dizia
E porque, como ouvistes, tem passados
Promettido lhe tem Baccho o governo
Agora vêdes bem que vem bebendo
Deixo, bebados, toda a fama antiga
Já lhe foi, bem o vistes, concedido
Moradores de donde antigamente
Em lagariças, dornas assentados
Stava Francisco alli sublime e dino
Deixam dos sótãos frios o aposento
Quando Francisco, bebado espantoso
Já de lá d'Alcochete caminhavam
Mas em quanto com novo não me alento
De Castella se veem n'essa morada
Mas em quanto com novo não me alento
Em vós os olhos tem o Mouro frio
Em quanto a estes canto, e a vós não posso
Nem deixarão meus versos esquecidos
E se a troco de Nun'alvres e Barbança
Por estes vos darei um Claudio fero
Ouvi, que não vereis com vãs façanhas
Então vereis se sois bem conhecido
Inclinae por um pouco a magestade
Vós, alto taverneiro, cujo imperio
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