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Paródia a Camões
sábado, 1 de dezembro de 2007
Do pichel a viseira rutilante
Levantada, de vinho branco e puro,
Por dar-lhe de beber a pôz diante
De Francisco com taes armas seguro,
E dando uma pancada penetrante
C'o grande borrachão no sólo duro,
O chão tremeu, e um d'elles de torvado,
Uma gran vez tomou sobre um bocado.
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Isto dizendo mostram diligentes
Porque bastava só vinho infinito
Deixamos esgotado todo o imperio
E disse um d'elles: pois que em tal sazão
Porque em chegando diz que ver deseja
Estava o Granadino mui confuso
Recebem-no alli alegremente
Partia alegremente, desejando
Mas assi como a Aurora marchetada
Do vinho alegres côres rutilavam
A noite se passou na leda frota
Dizendo isto o Mourisco carregou
E pois que tantos odres despejaes
Esta pequena venda aonde estamos
Somos, um dos do vinho lhe tornou
E por mandado seu buscando vamos
De Riba-tejo temos já provado
Comendo alegremente perguntavam
Não tem descarregado a agoa-ardente
Estando assi comendo, eis que chegavam
E do que os Castelhanos vem providos
Os seus borrachões eram de maneira
Eis que apparece logo em companhia
Vasco Bagulho que era o capitão
Tão rijamente os odres despejavam
Em quanto este conselho na famosa
Como isto disse o bebado famoso
E tu pois que padre és da borracheza
Porque se o copo aqui se não mostrasse
E diz: Ó bebado alto, a cujo imperio
Do pichel a viseira rutilante
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