skip to main
|
skip to sidebar
Paródia a Camões
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
Porque se o copo aqui se não mostrasse
Vencido d'esta gente e infamado,
Bem fôra que aqui Baccho o sustentasse,
Que o territorio seu deixa esgotado,
Mas esta tenção sua agora passe,
Porque em fim vem de estomago danado;
E nunca beba mais vinho de Beja
Quem do beber alheo tem inveja.
Mensagem mais recente
Mensagem antiga
Página inicial
Arquivo do blogue
►
2017
(6)
►
outubro
(6)
►
2008
(1)
►
janeiro
(1)
▼
2007
(68)
▼
dezembro
(31)
Isto dizendo mostram diligentes
Porque bastava só vinho infinito
Deixamos esgotado todo o imperio
E disse um d'elles: pois que em tal sazão
Porque em chegando diz que ver deseja
Estava o Granadino mui confuso
Recebem-no alli alegremente
Partia alegremente, desejando
Mas assi como a Aurora marchetada
Do vinho alegres côres rutilavam
A noite se passou na leda frota
Dizendo isto o Mourisco carregou
E pois que tantos odres despejaes
Esta pequena venda aonde estamos
Somos, um dos do vinho lhe tornou
E por mandado seu buscando vamos
De Riba-tejo temos já provado
Comendo alegremente perguntavam
Não tem descarregado a agoa-ardente
Estando assi comendo, eis que chegavam
E do que os Castelhanos vem providos
Os seus borrachões eram de maneira
Eis que apparece logo em companhia
Vasco Bagulho que era o capitão
Tão rijamente os odres despejavam
Em quanto este conselho na famosa
Como isto disse o bebado famoso
E tu pois que padre és da borracheza
Porque se o copo aqui se não mostrasse
E diz: Ó bebado alto, a cujo imperio
Do pichel a viseira rutilante
►
novembro
(30)
►
outubro
(7)