terça-feira, 10 de outubro de 2017

Mas d'isto que André Marques bem notou

E de tudo o que ouviu no copo attento,
Um odio certo n'alma lhe ficou
Uma vontade má de pensamento.
Nas obras e no gesto o não mostrou,
Mas com risonho e ledo fingimento
Tratal-os brandamente determina,
Até que mostrar possa o que imagina.

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Caso Serio

Piloto lhe pedia o capitão

Por quem podesse a Evora ser levado,
Polo qual lhe daria um borrachão
De vinho de Valbom que é extremado.
André lh'o prometteu, mas com tenção
De peito venenoso e tão danado,
Que a morte, se podesse, n'este dia
Em logar de piloto lhe daria.Caso Serio

Tal odio lhe ficou e má vontade

Da resposta que aquelle lhe tornou,
Que agoa lhe ordena dar com falsidade
Em logar do licor que Noé deixou.
Oh que caso cruel! oh que maldade!
Que de uma só palavra que soltou
D'este que elle buscava como amigo
O faz ficar seu perfido inimigo!Caso Serio

Partiu-se n'isto André, sem companhia

Dos bebados que tinha despedido,
Com engano seu e grande cortezia,
O gesto ledo a todos e fingido.
Já sobre seu asninho se subia
Com vinho de que ia apercebido,
E quando se desceu no aposento
Não levava a borracha mais que vento.Caso Serio

Da rua das adegas o Thebano

Que da parternal coxa foi nascido,
Olhando o ajuntamento tão ufano,
Ser do seu bom André aborrecido,
No pensamento cuida um falso engano
Com que seja de todo destruido.
E em quanto isto n'alma imaginava
Um borrachão tomando assi fallava.Caso Serio
Caso Serio

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Chega n'isto o vendeiro diligente

Com as suas fundagens saborosas;
Bebe d'ellas André alegremente,
Desafiando as gentes tão famosas.
Mas d'entre elles um bebado valente
Responde-lhe que as gentes valerosas
Não sahiam a um; e com razão,
Que é fraqueza entre ovelhas ser leão.
”kristenbell?

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Isto dizendo mostram diligentes

Os vasos com que apagam as seccuras;
Mostram fermosos frascos e as pendentes
Borrachas que em caminhos são seguras:
Os odres nas medidas differentes,
Cobertos d'encouradas vestiduras:
Outras borrachas trazem por aljavas,
De còrno copos grandes, taças bravas.
”amywinehouse?

domingo, 30 de dezembro de 2007

Porque bastava só vinho infinito

Que não ha nem gota já na companhia,
Que é tal, e no beber tem tal esp'rito,
Que inda um Tejo de vinho esgotaria.
Se as vasilhas quer ver como tem dito,
Cumprido esse desejo te seria:
Vasias as verás, que eu me obrigo
Que sempre assi 'starão, s'imos comtigo.
”gemmaatkinson?

sábado, 29 de dezembro de 2007

Deixamos esgotado todo o imperio

Que Baccho em nossas terras tem visivel;
Vimos correndo agora este hemispherio,
Porque beber por lá não é soffrivel:
E posto que sofframos vituperio,
Por um largo beber tudo é soffrivel:
Que melhor é vergonha em quem bebeu,
Que a dôr por não soffrer q'outrem soffreu.
”jenniferaniston?

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

E disse um d'elles: pois que em tal sazão

Viemos que entre nós nem gota havia,
Quero-vos dar alguma informação
De nós, em quanto o vinho lá se avia.
Posto que granadino é de nação
Este homem que nos serve aqui de guia,
Perto está de Lisboa a patria nossa,
Buscamos Peramanca amada vossa.
”danniiminogue?

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Porque em chegando diz que ver deseja

Do vinho os instrumentos; que não crê
Que tão honrada gente alli esteja,
Sem terem pelo menos agoa-pé.
Mas os outros a quem nada sobeja
Do licor da boa planta de Noé,
Aos vendeiros pedem que alli 'stavam,
Das fundagens que para si guardavam.
”katieprice?

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Estava o Granadino mui confuso

Com ver que não tem já de vinho nada,
Com que brinde ao bebente, como é uso,
Que para o receber fez tal jornada.
Reprende o companheiro seu abuso,
Pois sequer não deixára uma canada
Para enxaugoar a boca ao que trazia
Do fresco Monte-mór a alegre via.
”katieholmes?

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Recebem-no alli alegremente

O Mourisco com sua companhia,
E dá-lhe d'azeitonas um presente,
Que para tal effeito já trazia.
Dá-lhe sardinha frita; salta o ardente
Licor, com que elle tem tanta alegria.
Tudo o Marques contente bem recebe,
Mas triste está com ver que ninguem bebe.
”tarareid3?

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Partia alegremente, desejando

De beber já com gentes tão ufanas,
Que por charnecas sêccas caminhando,
Vem a beber em terras Transtaganas.
A borracha que traz vem empinando
Do licor que se vende não com canas.
Já chega, mas sem gota o Tridentino;
E quem sem gota está é bem mofino.
”giselebundchen?

domingo, 23 de dezembro de 2007

Mas assi como a Aurora marchetada

As fermosas borrachas lhe mostrou
Áquella gente meia atordoada,
Cada qual d'elles sua vez tomou.
Começa a embebedar-se a camarada,
Que de fermosos frascos se adornou,
Para beber com festa e alegria
C'o bebedor da terra que partia.
”tarareid2?

sábado, 22 de dezembro de 2007

Do vinho alegres côres rutilavam

Pelas taças de vidro crystallino;
As velhas azeitonas que lhes davam
Festejam mais que flôres e boninas,
Da venda os taverneiros s'espantavam
Do cheiro e do sabor das agoas finas,
Porém a demais gente não provava
O bom licor que entre esta se brindava.
”tarareid1?

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

A noite se passou na leda frota

Com estranha alegria não cuidada,
Por acharem em terra tão remota
A venda nova d'elles desejada.
Disse o Mourisco alli: Venga la bota!
Na castelhana lingua d'elle usada.
Elles que no beber tanto se esmeram,
A seu mandado logo obedeceram.
”tarareid?

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Dizendo isto o Mourisco carregou

Os seus odres, deixando a companhia,
D'ella e do vendeiro se apartou;
Bebe cada um sua vez por cortezia;
Os novos companheiros acceitou
Com mostras de prazer e d'alegria,
Dizendo a cada um que caminhasse,
E quem beber quizesse que o tomasse.
”carlabruni?

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

E pois que tantos odres despejaes

Se d'Evora buscaes o vinho ardente,
Guiando-vos irei, té que sejaes
Postos em Monte-mór seguramente,
Onde será bem feito que vejaes
O tridentino André que é o bebente
Que essa terra governa, e que vos veja,
Para que d'alguns vinhos vos proveja.
”plastic?

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Esta pequena venda aonde estamos

É de nossa passagem certa escala,
Onde ás vezes taes vinhos nós gostamos,
Que acontece ficar homem sem falla.
E por ser terra esteril procuramos,
Cada vez que passamos, visital-a.
Comem aqui e bebem tanto a pique,
Que prometto que o Fuentes cedo enrique.
”pt-hotels?

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Somos, um dos do vinho lhe tornou

Estrangeiros na terra e na nação,
Que os proprios são aquelles que criou
A terra que sovado come o pão.
A lei cega tivemos que ensinou
Aquelle descendente de Abrahão,
Que vinho não bebeu quente nem frio;
Intendami chi può, che m'intend'io.
”rental?

domingo, 16 de dezembro de 2007

E por mandado seu buscando vamos

A terra que Louredo em torno rega,
Depois que os quartos todos esgotamos
Da Telha, Lavradio, Aldea-gallega.
Mas já razão parece que saibamos,
Se entre vós a verdade se não nega,
Quem sois, que vinho é este que buscaes,
E se tendes do d'Evora alguns signaes.
”schools?

sábado, 15 de dezembro de 2007

De Riba-tejo temos já provado

Os vinhos, e as adegas temos visto,
Caparica deixamos esgotado
_Molto sudando nel glorioso acquisto_.
E de um bebado somos tão amado,
Tão querido de todos e bem quisto,
Que não no largo mar com leda fronte,
Mas de vinho entraremos n'uma fonte.
”shakira?

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Comendo alegremente perguntavam

Com lingua onde as palavras se detinham,
D'onde era o licor branco que gostavam
E se vermelho entre elle tambem tinham.
De Castella os marranos lhe tornavam
Que si, e suas mercês de donde vinham?
Disse um d'elles: De junto a Benavente,
Vimos a Evora a beber sómente.
”sharapova?

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Não tem descarregado a agoa-ardente

Quando o que saltou fóra já bebia;
Começa de gaval-o á sua gente,
Dizendo que parece malvasia.
O tarverneiro então em continente
Tal gente recebeu com alegria.
Enchem vasos de vinho e do que deitam
Os que vem e os que estão nem gota engeitam.
”software?

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Estando assi comendo, eis que chegavam

Outros que lhes pediam que esperassem,
Porque para beber desafiavam
Os mais famosos tres que alli se achavam.
Vinho trazem tambem, o qual gavavam,
Pedindo aos assentados que provassem:
Para provar do vinho um fóra salta,
Que no beber aos outros mais se exalta.
”tennis?

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

E do que os Castelhanos vem providos

Começam a comer todos sentados,
Que uns d'azeitonas vem apercebidos,
Outros de uns pexinhos bem salgados.
E os que de manjares vem despidos,
Começam a mandar vir alhos assados,
E sobre isto aos outros vão brindando,
Os castelhanos vinhos festejando.
”travel?

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Os seus borrachões eram de maneira

Que pipas pareciam mui compridas,
Agasalha-os com festa a taverneira
Por suas taças ver melhor providas,
O vinho bota em vasos de madeira.
Enchendo do restante as mais medidas.
Senta-se á meza logo em continente,
Para beber tambem com esta gente.
”usb-cell?

domingo, 9 de dezembro de 2007

Eis que apparece logo em companhia

Uma recova d'asnos de Castella,
Que gran copia de vinho lhe trazia,
Que foi fermosa vista, cousa bella.
Alvoroçam-se todos de alegria,
Desejam já provar a causa d'ella:
Que tal será o vinho alli diziam,
De que logares estes o trariam?
”usd-forex?

sábado, 8 de dezembro de 2007

Vasco Bagulho que era o capitão

Que ás Bacchanaes venturas se offerece,
De soberbo e altivo borrachão,
A quem fortuna em copo favorece,
Para se aqui deter não vê razão,
Que a terra não dá vinho ao que parece.
Por diante passar determinava
Mas impediu-lh'o o vinho que chegava.
”vania?

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Tão rijamente os odres despejavam

Como em terra que tem de vinho abrigo;
Mas se tanto bebiam confiavam
No Thomé dos Pegões que era amigo.
Á desejada venda já chegavam
Onde os abraça o seu compadre antigo;
E em signal que da vinda se alegrava,
Novos vinhos que tinha lhe mostrava.
”jessicaalba?

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Em quanto este conselho na famosa

Adega se passou, aquella gente
Pisando a charneca sequiosa
Beber deseja d'Evora a agoa-ardente.
E chegando á Amieira lamarosa,
Onde o caminho vem de Benavente,
Se algum licor trazia de Lyeo,
Sem gota lhe ficar alli o bebeo.
”jessicasimpson?

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Como isto disse o bebado famoso

O grão Francisco ledo consentiu,
E uma taça de vinho mui cheiroso
Logo sobre elles todos esparsiu.
Cada um pelo caminho desgostoso
Da rua das adegas se partiu,
Providos de beber seus instrumentos
Tornaram para os frios aposentos.
”rihanna?

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

E tu pois que padre és da borracheza

Não consintas que bebam por canada;
E porque mostres mais tua grandeza,
Com pipas, quartos seja agasalhada:
Tragam-lhe alguns leitões lá da deveza
De conserva azeitona e retalhada,
Sardinha de Liceira que é conforme
Que a sêde se repare e se reforme.
”scarlettjohansson?

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Porque se o copo aqui se não mostrasse

Vencido d'esta gente e infamado,
Bem fôra que aqui Baccho o sustentasse,
Que o territorio seu deixa esgotado,
Mas esta tenção sua agora passe,
Porque em fim vem de estomago danado;
E nunca beba mais vinho de Beja
Quem do beber alheo tem inveja.
”siennamiller?

domingo, 2 de dezembro de 2007

E diz: Ó bebado alto, a cujo imperio

Os vinhos obedecem que encerraste,
Se aquelles que em ti buscam refrigerio,
Cujo beber soberbo tanto amaste,
Não queres que padeçam vituperio,
Pois que esta adega hoje lhe mostraste,
Não ouças mais, pois bebado és direito,
A quem em bebedices é suspeito.
”auto?

sábado, 1 de dezembro de 2007

Do pichel a viseira rutilante

Levantada, de vinho branco e puro,
Por dar-lhe de beber a pôz diante
De Francisco com taes armas seguro,
E dando uma pancada penetrante
C'o grande borrachão no sólo duro,
O chão tremeu, e um d'elles de torvado,
Uma gran vez tomou sobre um bocado.
”video?

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Mas um que a esta gente sustentava

E d'entre todos elles mais bebia,
Ou porque o amor do vinho o obrigava;
Ou porque o seu beber o merecia,
Tremelicando alli se levantava,
Olhando a quem primeiro brindaria;
Um borrachão famoso pendurado,
Trazia ao tiracolo ao esquerdo lado.
”mortgage?

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Qual o fervente mosto em talha escura

Quando a tinta lhe lançam espremida,
Por aqui, por alli sair procura
Com impeto e braveza desmedida;
A adega brame toda co'a fervura,
Bota o bagulho fóra a escuma erguida,
Tal andava o tumulto levantado
Entre um bebado e outro apaixonado.
”bradpitt?

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Estas cousas se movem em uma cêa

Onde apenas um ao outro s'entende,
Um d'elles tem a vinda em boa estrêa,
Outro ás picheladas a defende;
Assi que um pela infamia que recêa,
E outro pelo gasto que pretende,
Porfiam, arrebessam, permanecem,
A quasquer seus amigos favorecem.
”editing?

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Sustentava contra elle o Catigela

Affeiçoado á gente bebedana,
Por quantas bebedices vira n'ella,
Jantando em Alcochete uma semana.
Affeiçoado vem da gente bella,
Que por brazões os copos tem ufana,
De quem a lingua é tal, se o copo empina,
Que ora parece grega, ora latina.
”flights?

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Vê que de Evora teve sogigado

Os bebados e o vinho, e nunca caso
Lhe tirou por insigne ser louvado
Té dos imigos d'agoa do Parnaso.
Teme agora que seja sepultado
Seu tão celebre nome em negro vaso
D'agoa do esquecimento, se lhe chegam
Os bebados insignes que navegam.
”refinance?

domingo, 25 de novembro de 2007

A bebados ouvira que viria

Uma gente de copo tão estranha,
Pela charneca, a qual esgotaria
Tudo quanto Louredo e Lagem banha;
E com beberes novos venceria
A todos os famosos d'Allemanha.
Altamente lhe dóe perder a gloria
Na taça em que de todos tem victoria.
”federer?

sábado, 24 de novembro de 2007

Taes palavras Francisco assi dizia

Quando todos sem ordem respondendo,
Na sentença um do outro differia,
Razões diversas dando e recebendo.
Mas Pero Vaz alli não consentia
No que Francisco disse, conhecendo
Que esqueceria um bebado eminente
Se cá viesse beber aquella gente.
”carolinacerezuela?

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

E porque, como ouvistes, tem passados

Na viagem tão asperos perigos,
Tantos vinhos vinagres esgotados,
Nas Vendas novas, nos Pegões antigos;
Que sejam determino agasalhados
Entre as quintas aqui de seus amigos,
E enchendo cada qual a sua bota
Comecem a seguir sua derrota.
”chachitelesco?

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Promettido lhe tem Baccho o governo

Da rua das adegas celebrada,
Onde vinhos lhe tem que os de Falerno,
Os do Rhim, ou de Alcache tem em nada.
Bem sabeis que se vem chegando o inverno,
Esta gente vem sêcca e esgotada,
Já parece bem feito que lhe seja
Mostrada Peramanca que deseja.
”travel?

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Agora vêdes bem que vem bebendo

E cada qual já traz seu couro leve,
Pelas charnecas sêccas, não temendo
Sequidão dos Pegões, a mais se atreve;
Que havendo tantos já que as partes vendo
Onde o copo comprido tem por breve,
Inclinam seu proposito e porfia
A ver os vinhos que Evora teria.
”nz-hotels?

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Deixo, bebados, toda a fama antiga

Que lá dentro em Lisboa uns alcançaram,
Quando com dez Tudescos n'uma briga
No nosso officio tanto se afanaram.
Tambem deixo a memoria que os obriga
A grande nome quando se tomaram
C'um soldado Hollandez, c'um Biscainho,
Quando a carga do frasco era só vinho.
”insurance?

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Já lhe foi, bem o vistes, concedido

A um bebado d'estes mais pequeno
Sogigar Caparica e ter bebido
Toda a terra que rega o Tejo ameno.
Camarate lhe tem obedecido,
Póvos se lhe mostrou brando e sereno;
Para que é mais cansar? cousa é notoria
D'Ourem e Figueiró levaram gloria.
”beckham?

domingo, 18 de novembro de 2007

Moradores de donde antigamente

Teve Sertorio casa e certo assento,
Se do grande beber da forte gente
De Baccho não perdeis o pensamento,
Deveis de ter sabido claramente
Como é dos fados grandes certo intento
Que por elles s'esqueçam Castelhanos,
Flamengos, Allemães, Italianos.
”paulaechevarria?

sábado, 17 de novembro de 2007

Em lagariças, dornas assentados

Cubertos de mosquitos que voavam,
Os mais bebados são agasalhados,
Sem ordem nem razão se assentavam.
Precedem os menores aos honrados;
E assi uns pelos outros se trocavam:
Quando Francisco alto assi dizendo,
Com tom de voz começa grave e horrendo.
”fx-signals?

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Stava Francisco alli sublime e dino

Vermelho como os raios de Vulcano;
Por sceptro tinha um copo crystalino
De cheiroso licor, mas não d'este anno;
Da boca lhe sahia um ar tão fino,
Que em vinho convertêra um tigre hyrcano;
Dos ramos tinha c'rôa rutilante
Em que tornou a Daphne seu amante.
”marieosmond?

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Deixam dos sótãos frios o aposento

Que para beber n'elles lhe foi dado,
Obedecendo logo ao mandamento
De um bebado tão nobre e tão honrado.
Alli se acharam juntos n'um momento
No bairro de Reimonde celebrado,
Os da Porta d'Avis e outros onde
As suas casas grandes tem o Conde.
”carlagugino?

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Quando Francisco, bebado espantoso

Que em copo, frasco, taça é eminente,
Se ajuntou em conselho, desejoso
De dar favor a toda aquella gente.
Pisando esse caminho tão famoso
Da rua das adegas prestemente,
Convocados da parte do entornante
Por um já n'outro tempo bom tocante.
”forex-money?

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Já de lá d'Alcochete caminhavam

As fermosas borrachas apertando,
E depois de vasias as largavam,
Outras d'outro licor melhor tomando,
De branca escuma os copos se mostravam
Cubertos ao beber não lhe assoprando;
Mas as agoas nem doces, nem salgadas
D'ellas vistas não foram nem provadas.
”carrieunderwood?